Com o tempo, essa curiosidade evoluiu para algo mais estruturado: entender como as coisas funcionam, desmontar problemas e encontrar soluções. Foi esse padrão que acabou direcionando minha carreira.
Curiosidade que virou prática
Ainda novo, passava grande parte do tempo explorando computador e internet.
Mesmo quando havia tentativas de limitar esse acesso, eu sempre encontrava formas de contornar. Mais do que o acesso em si, o que me movia era entender como tudo funcionava por trás.
Esse comportamento acabou moldando uma característica que carrego até hoje: insistir até entender o problema por completo.
Primeiro contato com programação
No ensino médio, tive meu primeiro contato real com programação.
Comecei estudando lógica e escrevendo código no papel antes de ter consistência prática no computador. Foi nesse momento que percebi que programar não era só interessante, era algo que eu queria levar a sério.
Construindo base técnica
Na UFOP, cursando Sistemas de Informação, tive meu primeiro destaque em um projeto em grupo, onde assumi a maior parte da implementação.
Esse foi um ponto importante para consolidar minha base e ganhar confiança para lidar com problemas mais complexos.
Primeiro projeto com impacto
Durante a pandemia, participei do desenvolvimento do Radar Viral, uma aplicação com mapa interativo para visualização de dados sobre a COVID-19.
O projeto teve repercussão local e foi minha primeira experiência construindo algo com impacto real, mesmo fora de um ambiente profissional estruturado.
Entrada no mercado
Minha entrada no mercado aconteceu ainda durante a pandemia.
Comecei como estagiário na Clipping CACD, trabalhando em um sistema complexo de criação de conteúdo dinâmico. Em pouco tempo, passei a assumir a maior parte do frontend.
Rapidamente assumi responsabilidade pelo frontend, lidando com problemas que exigiam mais do que execução — exigiam estruturação e tomada de decisão.
Esse foi o momento em que deixei de apenas implementar e comecei a lidar com estruturação, decisões técnicas e organização do sistema.
Evolução profissional
Ao longo da carreira, passei por diferentes contextos, sempre lidando com aumento de complexidade e responsabilidade.
- Clipping CACD — Estagiário → Júnior → Pleno
- Mentora — Pleno
- UOL — Sênior
- AdSeleto — Sênior
- Incentiv — Sênior → Tech Lead Front-End
Essa evolução aconteceu principalmente pela capacidade de assumir problemas maiores e organizar soluções de forma sustentável.
Decisões de carreira
Durante a faculdade, precisei tomar uma decisão importante.
Durante a pandemia de COVID-19, com a faculdade paralisada e a rápida expansão da área, tive a oportunidade de atuar em projetos mais complexos. A partir disso, decidi focar integralmente na carreira e interromper a graduação.
Foi uma escolha prática, alinhada ao momento, que acelerou minha evolução profissional.
Como atuo hoje
Hoje atuo como Desenvolvedor Frontend Sênior com foco em arquitetura e sistemas complexos.
Meu trabalho envolve principalmente:
- Estruturação de frontend para escala
- Redução de complexidade técnica e organizacional
- Design systems e bibliotecas reutilizáveis
- Modelagem com TypeScript
- Melhoria da experiência do desenvolvedor (DX)
Meu foco não está apenas em construir interfaces, mas em organizar sistemas que consigam evoluir com consistência ao longo do tempo.
Essa trajetória foi construída na prática, resolvendo problemas reais e evoluindo em ambientes com diferentes níveis de complexidade.